Cena cotidiana de organização e conversa sobre finanças, ilustrativa e gerada por IA.
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Ao avaliar uma proposta, é natural começar pela parcela ou pela taxa de juros. Mas esses números, sozinhos, não mostram tudo. O Custo Efetivo Total, ou CET, reúne os encargos e despesas considerados na operação e ajuda a compreender seu custo de forma mais ampla. A proposta deve permitir que você entenda o que está sendo cobrado.

Este texto explica o que o CET representa, como ele se relaciona com a taxa de juros e quais informações vale conferir antes de qualquer decisão.

O que entra no CET

Um empréstimo não custa apenas os juros. Dependendo da operação, também podem existir tarifas, tributos, seguros e outras despesas ligadas ao contrato. O CET junta tudo isso em uma única taxa, expressa em percentual.

O Banco Central explica que o CET soma os encargos e as despesas das operações de crédito, como taxa de juros, tarifas, impostos e outros custos. A regra do Conselho Monetário Nacional sobre o tema (Resolução CMN nº 4.881/2020) define o CET como uma taxa que representa, na data do cálculo, de forma consolidada, os encargos e as despesas da operação.

Na prática, isso significa que duas propostas com a mesma taxa de juros podem ter custos efetivos diferentes, porque uma delas pode incluir despesas que a outra não tem.

Taxa de juros e CET não são a mesma coisa

A taxa de juros continua importante: ela mostra quanto custa o dinheiro emprestado ao longo do tempo. O CET complementa essa informação, porque considera também o que é cobrado além dos juros.

O Código de Defesa do Consumidor prevê que, na oferta de crédito, o custo efetivo total seja informado como taxa percentual anual, junto com a descrição dos elementos que o compõem. Por isso, ao ler uma proposta, procure as duas informações e observe se estão no mesmo período, por exemplo, ao mês ou ao ano.

O que a proposta precisa mostrar

Antes da contratação, a instituição deve informar o CET e apresentar o demonstrativo do cálculo. O contrato também precisa trazer as condições da operação de forma clara. Entre os pontos que vale localizar estão:

  • o valor líquido que você vai receber;
  • o valor de cada parcela, o número de parcelas e o prazo;
  • a taxa de juros mensal e anual;
  • o CET e os itens que fazem parte dele, como tarifas, tributos e seguros, quando houver;
  • o total a pagar até o fim do contrato;
  • o que acontece em caso de atraso no pagamento.

Se alguma dessas informações não aparecer ou não estiver clara, peça que a instituição explique antes de seguir.

Como comparar propostas

Compare também o valor líquido que será recebido, o número de parcelas, o prazo e o total a pagar. Uma comparação fica mais útil quando as alternativas atendem ao mesmo objetivo e deixam claras as diferenças. Propostas com valores recebidos ou prazos diferentes pedem atenção adicional.

Quando o valor recebido e o prazo são parecidos, o CET ajuda a enxergar qual alternativa custa mais no conjunto. Quando esses pontos mudam de uma proposta para outra, olhe com cuidado o total a pagar e quanto dinheiro chega de fato até você. Comparar apenas o valor da parcela pode levar a conclusões apressadas; o artigo Parcela menor significa crédito mais barato? aprofunda esse ponto.

Perguntas que ajudam na conversa

Algumas perguntas simples costumam esclarecer bastante:

  • Qual é o CET desta proposta e o que está incluído nele?
  • Existem tarifas, seguros ou outras despesas? Algum desses itens é opcional?
  • Qual é o valor que vou receber, depois de descontadas as despesas?
  • Qual será o total pago até a última parcela?
  • Posso receber o contrato e o demonstrativo do CET para ler com calma?

Guarde as respostas e os documentos. Eles ajudam a comparar e a conferir, depois, se o que foi contratado corresponde ao que foi apresentado.

Antes de decidir

Antes de decidir, confira as informações oficiais da instituição e peça explicação sobre qualquer custo que não tenha entendido. A Bia pode ajudar a compreender os termos. Durante a estruturação da Minha Folga, essa conversa é educativa e não representa uma oferta de crédito.

Para organizar os demais pontos de uma decisão, como o objetivo do crédito e os sinais de golpe, veja também O que observar antes de contratar crédito.

Conteúdo educativo. Não é uma oferta, proposta ou simulação de crédito e não substitui a leitura do contrato e das informações oficiais da instituição responsável.

Fontes utilizadas

Materiais oficiais consultados na elaboração deste texto.

  1. Cuidados na hora de contratar uma operação de crédito(abre site externo)Banco Central do Brasil — Perguntas e respostas · consultado em
  2. Informações que devem estar no contrato(abre site externo)Banco Central do Brasil — Perguntas e respostas · consultado em
  3. Resolução CMN nº 4.881, de 23 de dezembro de 2020 — cálculo e informação do Custo Efetivo Total (CET)(abre site externo)Banco Central do Brasil — Busca de normas · consultado em
  4. Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), arts. 52 e 54-B — texto compilado(abre site externo)Presidência da República — Planalto · consultado em

Quer entender esses termos em uma conversa?

Conheça a Bia, nossa assistente de inteligência artificial, e veja como ela explica termos como CET, prazo e custo total em linguagem simples.